Motociclistas fazem manifestação em ruas e avenidas da capital paulista

Um grupo de motociclistas protestou por ruas e avenidas de São Paulo, na tarde e no início da noite desta terça-feira (23). Os manifestantes chegaram a bloquear as avenidas 23 de Maio e Paulista. A Polícia Militar não apresentou um balanço de manifestantes. O sindicato da categoria estimou a presença de 10 mil manifestantes. O ato foi encerrado por volta das 18h30.

Os manifestantes pediram a volta das faixas exclusivas para motos (as motofaixas), a criação de bolsões de estacionamento para motocicletas com placa vermelha, a fiscalização de empresas clandestinas, campanhas de educação no trânsito, além da regulamentação das empresas de aplicativos de motofrete.

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  • O ato saiu do Sindicato dos Motoboys (SindimotoSP), no Brooklin, Zona Sul, e seguiu até o Vale do Anhangabaú, a Rua Ramon Penharruba e a Avenida Paulista, onde fica o escritório da Presidência da República. O protesto passou pela sede da Prefeitura de São Paulo e pela Câmara Municipal de São Paulo, ambos no Centro.

    Às 16h30, o grupo bloqueava totalmente o sentido Santana da Avenida 23 de Maio. No horário, segundo a CET, a via acumulava 8,7 km de lentidão. Por volta das 17h15, o ato deu entrada na Avenida Paulista. Às 18h20, eles ocupavam o sentido Consolação da via, na altura da Rua Augusta, onde foi encerrado.

    Motofaixas

    As motofaixas chegaram a ser implantadas na cidade durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab. Em 2008, as faixas exclusivas eram a principal aposta para tentar reduzir o número de mortes com motociclistas. No Plano de Metas 2009-2012, Gilberto Kassab chegou a assegurar a criação de oito delas. Em 2011, com a criação da faixa na Rua Vergueiro, a meta foi reduzida para três.

    Após comprovarem que, em vez de diminuir, as faixas aumentaram o número de mortes de motociclistas, elas foram extintas.

    * Com informações do G1

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