Ministério Público pede que CPTM suspenda contrato de manutenção de 48 trens

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O Ministério Público pediu nesta segunda-feira (15) à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para suspender os contratos de manutenção de 48 trens que foram comprados da Espanha na década de 90, e ficaram conhecidos como trens espanhóis. A suspeita é que houve fraude na licitação.

No documento, que o telejornal SPTV da TV Globo teve acesso, o promotor Marcelo Milani pede que a CPTM declare de imediato a nulidade integral do procedimento licitatório celebrado em agosto de 2012, entre a CPTM e o consórcio Trail Temoinsa no valor de R$ 220 milhões.

Esse contrato é para a manutenção de 48 trens espanhóis fabricados em 1974 e que passaram a integrar o sistema da CPTM em 1998. O Ministério Público diz que o contrato de manutenção foi fraudado pelas empresas que formaram um cartel para beneficiar as empresas do consórcio.

Os promotores chegaram a essa conclusão após denúncias feitas por seis ex-executivos da multinacional alemã Siemens. Por conta apenas desse contrato, duas denúncias criminais e duas ações civis foram enviadas para a Justiça. O promotor diz que a CPTM tem 30 dias para tomar uma decisão.

A CPTM disse que tem convicção que o contrato não é lesivo aos cofres públicos porque a proposta vencedora deu um desconto de 33% na licitação. A empresa Trail negou qualquer irregularidade no contrato e na licitação, disse que todos os preços são condizentes com o mercado.

Fonte: G1

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