Geraldo Alckmin entrega Centro de Controle Operacional do VLT da Baixada Santista

O sistema semafórico implementado nas vias é integrado ao VLT para organizar a mobilidade do veículo

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Foto: EMTU

O Governador Geraldo Alckmin entrega hoje, 15 de junho, o Centro de Controle Operacional do VLT da Baixada Santista e faz vistoria nas obras do pátio de manutenção e estacionamento dos veículos, além do prédio onde será instalada a nova sede da Gerência Regional da EMTU.

O Centro de Controle Operacional – CCO – do VLT possui três pavimentos que somam 3.050 m2 de construção. Conta com nove consoles para o controle da operação dos veículos, dos sistemas de energia, movimentação eletrônica dos passageiros (embarque e desembarque) e segurança das estações e vias, além de um painel sinóptico de 9,5 metros de comprimento por dois metros de altura.

O pátio de manutenção e estacionamento terá capacidade para 33 VLTs. Dispõe de oficina, almoxarifado, subestação de energia própria, depósito de lixo, depósito para produtos inflamáveis, reservatório de água, equipamento de lavagem de VLTs e de retificação de rodas. Ao todo, 280 funcionários irão trabalhar na operação e manutenção dos VLTs ao longo do trecho Barreiros – Porto.

A Gerência Regional da EMTU na Região Metropolitana da Baixada Santista também ficará instalada no prédio do CCO para o gerenciamento e fiscalização de todo o sistema, envolvendo a operação do VLT e a das 66 linhas metropolitanas que atendem os nove municípios da RMBS.

Sistema de controle e comunicação do VLT

A operação do VLT já funciona no trecho de 6,5 km, atendendo nove estações de embarque e desembarque, por meio de tecnologia de controle de última geração. Os VLTs em circulação enviam coordenadas ao CCO (localização, interferência dos semáforos, tempo de parada nas estações, por exemplo) com o auxílio de sensores. O CCO define os parâmetros para que os veículos operem de forma regular para manter um intervalo médio entre eles. As mensagens recebidas no console da cabine do VLT são utilizadas pelo condutor, que decide sobre a movimentação do veículo e atua em situações de emergência.

O tipo de operação do VLT é denominado marcha à vista. Todas as informações que regulam a movimentação do VLT vindas do CCO até o console do veículo são utilizadas pelo condutor, dependendo do cenário à sua frente. A comunicação do CCO com as estações é viabilizada por um sistema de fibra óptica e com o VLT é via rádio; entre o veículo e a estação, o sistema é análogo à internet sem fio (WI-FI).

Sistema Integrado metropolitano SIM/VLT

A integração de 37 linhas de ônibus metropolitanas com VLT começará no dia 19/06, propiciando aos usuários mais mobilidade com economia, já que é possível utilizar os dois sistemas, ônibus e VLT, pagando uma só tarifa. A conexão será por meio do cartão eletrônico BR Card que pode ser obtido com o cadastro no site www.brmobilidadebs.com.br ou diretamente nas lojas do Consórcio BRMobilidade. Com o Sistema Integrado metropolitano começa a reestruturação do transporte público da RMBS, beneficiando, nesta primeira, etapa 150 mil passageiros por dia.

Status do VLT da Baixada Santista

A operação do VLT da Baixada Santista começou em abril de 2015. Atualmente, nove estações das 15 previstas no trecho entre Barreiros, em São Vicente, e Porto de Santos, atendem a população entre as duas cidades. Neste mês de junho começa a operação comercial da 10ª Estação, a Bernardino de Campos, em Santos. Em outubro deste ano todo o trecho de 11 km de extensão será concluído.

Para o trecho Conselheiro Nébias – Valongo, de 8 km de extensão, a EMTU/SP aguarda a emissão da Licença Ambiental Prévia pela Cetesb para a publicação do edital de contratação de obras que deve ocorrer no segundo semestre deste ano. Esta ligação do VLT contará com um terminal (Valongo) e 13 estações de embarque/desembarque.

Os dois trechos do VLT da Baixada Santista atenderão cerca de 70 mil passageiros transportados diariamente por 22 VLT´s, 15 deles já entregues pelo fabricante. O restante dos veículos chegará em Santos até 2017.

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