Mudança no trânsito complica situação da Praça 14 Bis na Bela Vista

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O Viaduto Doutor Plínio de Queiroz: corredor de ônibus e proibição à circulação de carros (Foto: Alexandre Battibugli)

Conhecida há anos pela degradação, pelos moradores de rua e pelo trânsito confuso, a Praça 14 Bis, no bairro da Bela Vista, está passando nos últimos tempos por algumas transformações viárias e urbanísticas.

O lugar é um tronco importante de tráfego em direção ao centro, com circulação de 29.000 veículos por dia. Embora a intenção dos administradores públicos tenha sido nobre, as alterações realizadas recentemente ou em curso conseguiram o que parecia difícil: trazer ainda mais transtorno a moradores, motoristas e pedestres da região.

Uma dessas medidas vem provocando especial dor de cabeça e revolta. Em novembro passado, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) proibiu a circulação de automóveis no Viaduto Doutor Plínio de Queiroz, que passa exatamente sobre a praça, para criar um corredor exclusivo de ônibus e táxis na Avenida Nove de Julho.

O órgão alega que a nova regra acabou com o chamado “trânsito em X” – quando carros e coletivos são obrigados a trocar de faixa entre si – e aumentou em 10% a velocidade dos lotações na via elevada. Quem é forçado a circular por baixo da ponte, no entanto, não vê a situação da mesma forma.

O Viaduto Doutor Plínio de Queiroz surgiu no começo de 1970 como parte de um conjunto de obras viárias para melhorar o fluxo de automóveis em direção ao centro.

O grande volume de carros parados no pico da noite fez com que o Conselho Comunitário de Segurança da Consolação recebesse, nos últimos seis meses, 140 reclamações ligadas à mudança viária.

Os moradores preparam um estudo de impacto no trânsito para protocolar queixa na Prefeitura de São Paulo nas próximas semanas.

Para a Polícia Militar, o cenário não é tão ruim. Responsável pelo pedaço, o 7º Batalhão da PM registrou nove casos de furto e roubo na praça entre dezembro e fevereiro – um a mais em relação ao mesmo período da temporada anterior.

Fonte: Veja São Paulo

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