Governo de São Paulo suspende obras da Linha 2-Verde do Metrô até Guarulhos

Suspensão do início das obras deve durar um ano. Governo paulista diz que vai priorizar obras em andamento.

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Linha 2-Verde Guarulhos
Estação Vila Prudente

O governo estadual suspendeu pelo período de um ano o início das obras para expansão da linha 2-Verde até Guarulhos. Atualmente, a linha vai da estação Vila Madalena, na Zona Oeste, até a Vila Prudente, na Zona Leste. A medida deve postergar em ao menos um ano a entrega completa da linha, prometida para 2020.

A suspensão do contrato foi oficializada no Diário Oficial do estado no dia 31 de dezembro. Segundo o texto, a suspensão ocorre desde o dia 1º de janeiro até o dia 21 de dezembro de 2016. O governo alegou que a suspensão ocorreu devido ao ajuste fiscal da União e que irá priorizar as obras em andamento (leia nota abaixo).

O Metrô de São Paulo conseguiu em 2012 a licença ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente para prosseguir com as obras de expansão da Linha 2-Verde. No entanto, a emissão da ordem de serviço para o início das obras era adiada desde setembro de 2014, data em que o governo terminou a licitação do projeto e assinou contrato com oito consórcios para executar da obra em lotes. O início das obras estava previsto para o ano passado.

A Linha 2-Verde terá 14,4 km de extensão e contará com 13 estações: Orfanato, Água Rasa, Anália Franco, Vila Formosa, Guilherme Giorgi, Nova Manchester, Aricanduva, Penha, Penha de França, Tiquatira, Paulo Freire, Ponte Grande e Dutra, essas duas últimas estações ficarão localizadas em Guarulhos.

Com a linha completa em operação, de Vila Madalena até Guarulhos, a estimativa é que mais de 1,7 milhão de passageiros serão transportados diariamente pela Linha 2-Verde.

Desde que o governador Geraldo Alckmin foi reeleito em 2014, quatro linhas de transportes foram suspensas antes do início das obras. Além da extensão da Linha 2-Verde, foram suspensas as obras no monotrilho da linha 15-Prata, que iria de São Mateus até a Cidade Tiradentes na Zona Leste, a Linha 17-Ouro na ligação entre o Morumbi até Jabaquara na Zona Sul, e a linha 18-Bronze do monotrilho que ia ligar a capital paulista até a região do ABC.

A extensão da Linha 2-Verde fez parte de um projeto apresentado há 11 anos pelo governo de São Paulo, que definiu a chamada “rede essencial do Metrô”, com propostas para ramais que deveriam estar em operação total até o ano de 2020.

Nenhuma das seis linhas previstas saiu do papel. O plano é citado no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impactos Ambientais aprovado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, que liberou as obra da Linha 2-Verde.

Os estudos do Metrô, que tinham como base a Pesquisa Origem Destino de 1997, previam que a cidade deveria ter, daqui a quatro anos, uma rede metroviária de 163 quilômetros. Atualmente, são 68,5 quilômetros – sem contar trechos em obras na Linha 5-Lilás, na Zona Sul, na 6-Laranja, na Zona Norte, e os monotrilhos das zonas sul e leste.

Nota do Metrô de São Paulo

“Em decorrência da não liberação de limite pela União durante o Plano de Ajuste Fiscal, no segundo semestre de 2015, de um financiamento de R$ 2,5 bilhões via BNDES previstos para a extensão da Linha 2- Verde, os oito contratos da obra foram suspensos até dezembro de 2016. Priorizando a conclusão de empreendimentos já iniciados, o Governo do Estado decidiu realocar os recursos de outro financiamento do BNDES destinado à Linha 2 (R$ 1,5 bilhão) para a conclusão de duas obras já em andamento: R$ 760 milhões para a Linha 5-Lilás e R$ 740 milhões para a Linha 6-Laranja. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo em dezembro de 2015”, afirmou a Secretaria de Transportes Metropolitanos, em nota.

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