Fernando Haddad concluirá mandato com promessas inacabadas

Algumas obras que fazem parte da lista de promessas do prefeito Fernando Haddad não devem ser entregues até o fim do mandato dele neste ano, conforme levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo, com base no estágio atual de execução. Listaremos nesta publicação referente as obras de mobilidade urbana.

Após três anos de mandato, há obras que ainda não foram nem mesmo licitadas, muitas delas na periferia, base eleitoral do prefeito.

Após os protestos de junho de 2013, Fernando Haddad voltou-se para a área da mobilidade. Houve avanços com a criação de 390 km de faixas exclusivas, mais que o dobro da meta, e ciclovias.

No entanto, não saiu do papel a absoluta maioria dos 150 km de corredores, meta mais importante da área e alternativa mais veloz, confortável e com maior capacidade de transporte de passageiros do que as faixas exclusivas.

Atualmente, a prefeitura está em processo de finalização da entrega de 35 km de corredores, parte dos quais já existiam e estão sendo requalificados, como o da avenida Inajar de Souza (zona norte). As obras dos demais trechos não começaram.

Alguns atrasos se devem a licitações travadas pelo Tribunal de Contas, que é acusado pela gestão Haddad de agir politicamente em certos casos.

OUTRO LADO

A gestão Fernando Haddad afirma trabalhar para cumprir as metas propostas e diz ainda ter realizado ações que não estavam previstas.

A prefeitura cita problemas financeiros como obstáculos que geraram atrasos.

“Apesar das perdas de arrecadação, pelo congelamento da tarifa de ônibus [2013] e pelo atraso de mais de um ano para a atualização da Planta Genérica de Valores [para reajuste do IPTU], a prefeitura atingiu, em 2014, o recorde histórico de investimentos públicos dos últimos 15 anos (R$ 4,2 bilhões)”, diz a prefeitura

A prefeitura promete entregar 25,9 km de corredores até janeiro de 2017, mas não dá prazo para os demais trechos.

“A gestão implantou outras políticas públicas que não estavam no Programa de Metas, por exemplo, o Passe Livre, que beneficia 500 mil estudantes e 300 mil idosos, e o Programa De Braços Abertos – que já atendeu mais de 800 pessoas em situação de vulnerabilidade na região da Luz”, diz a prefeitura.

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