Estação da Luz permanece fechada nesta quarta-feira (23)

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Obras na Estação da Luz devem durar três dias (Foto: Roney Domingos/G1)

A estação da Luz da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) permanece fechada nesta quarta-feira (23) após um incêndio que destruiu parte do prédio e toda a instalação do Museu da Língua Portuguesa, na região central de São Paulo.

A alternativa para os usuários continua sendo utilizar as linhas 7-Rubi, que opera até estação Barra Funda e tem integração com a Linha 3-Vermelha do Metrô, e a 11-Coral, que opera até a estação Brás – também com integração com a Linha 3-Vermelha do Metrô.

A Estação Júlio Prestes, da Linha 8-Diamante, é outra opção que fica a cerca de 250 m da Estação Luz.

As linhas 1-Azul e 4-Amarela do Metrô que passam pela Luz operam normalmente, mas sem interligação com a CPTM.

O fechamento da Luz refletiu nesta terça (22) na estação Brás que recebeu mais gente do que o normal.

Estação da Luz

Baseada nos laudos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Prefeitura de São Paulo afirmou nesta quarta-feira (23) que não há previsão de quando a estação da Luz da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) será reaberta.

Ao analisar o laudo, a Defesa Civil decidiu pela manutenção da interdição do prédio e da gare da Estação da Luz, que foi danificada após um incêndio que destruiu parte do prédio e toda a instalação do Museu da Língua Portuguesa, na região central de São Paulo, na última segunda (21).

Com isso, a circulação de composições ferroviárias nas plataformas da estação permanecerá interrompida. A circulação só será retomada, ainda que seja parcialmente, quando for retirado os escombros do incêndio e as estruturas de madeira dos telhados que exercem pressão sobre as paredes em risco.

Além disso, a reabertura está condicionada ainda ao escoramento da parede interna, contígua a gare da estação, e a instalação de um sistema de tratamento interligando os painéis opostos do piso de cobertura localizados nos lados da praça da Luz e da rua Mauá. Também foi mantida interrupção do trânsito no Jardim da Luz, no trecho diante da estação.

A prefeitura diz ainda que após as obras serem realizadas pelo governo do Estado, haverá uma nova vistoria para avaliar a liberação da circulação de trens na estação da Luz. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou nesta quarta (23) que uma das paredes precisará ser escoada e que ainda não é possível determinar as causa do acidente.

De acordo com depoimentos de funcionários ao chefe da Defesa Civil municipal, Milton Persoli, o incêndio pode ter começado durante a troca de uma luminária. “Foi citado que o incêndio iniciou-se na troca de uma luminária. Quando o funcionário voltou com a nova peça, já tinha dado um curto-circuito e o fogo já estava em um processo muito rápido [de expansão]”, afirmou Persoli.

Ele ponderou, porém, que essa informação só poderá ser confirmada após a conclusão dos laudos da perícia e investigação da Polícia Civil. Para Persoli, a ação da brigada de incêndio do próprio museu foi eficaz e garantiu a segurança dos funcionários durante a saída do prédio.

Drones

Drones foram utilizados na tarde desta quarta para sobrevoar os destroços do prédio do Museu da Língua Portuguesa. Os equipamentos foram usados por uma equipe de uma empresa terceirizada contratada pela perícia. As imagens captadas do alto vão ajudar na identificação das causas do incêndio.

Os drones são equipamentos de voo não tripulados e capazes de captar imagens panorâmicas. Eles sobrevoaram todo o telhado do prédio tombado pelo Patrimônio Histórico no Centro de São Paulo. O telhado, que era de madeira, ficou totalmente danificado com as chamas.

O secretário da Segurança Pública Alexandre de Moraes disse que o resultado da perícia fica pronto em dez dias. No entanto, o governador Geraldo Alckmin foi mais precavido e ampliou o prazo para 15 dias.

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