UTC avalia vender sua parte da Linha 6-Laranja do Metrô

468

O drama financeiro que afeta a construtora UTC, um dos principais alvos da Operação Lava Jato, levou a empresa a analisar a venda de seus principais ativos, para quitar dívidas e tentar manter as operações de pé.

O Estado apurou que o grupo do empresário Ricardo Pessoa, apontado pelas investigações da Polícia Federal como o “chefe” do cartel no esquema de desvios na Petrobrás, avalia a possibilidade de vender sua participação na concessionária Move São Paulo, responsável pela construção, compra de equipamentos e operação da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo.

A UTC Engenharia é dona de 13,1% da concessionária, em sociedade com a Eco Realty Fundo de Investimento e Participações (47,7%), Odebrecht Transport (19,6%) e Queiroz Galvão (19,6%). O valor total do empreendimento é estimado em R$ 9,6 bilhões, sendo dividido meio a meio entre o governo paulista e a concessionária.

A empresa também estuda pôr à venda os poços de petróleo que a UTC Óleo e Gás detém em terra, no Rio Grande do Norte. Criada em 2009, essa divisão do grupo UTC é responsável pela exploração e produção de petróleo em poços na região de Mossoró, numa área de 10 mil metros. Os poços estão em operação e, atualmente, produzem cerca de 1 mil litros de petróleo por dia.

A terceira possibilidade em análise é vender a fatia que a empresa detém na concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, dona de 51% da concessão do aeroporto de Campinas (SP), em parceria com a estatal Infraero (49%). Dentro do consórcio, a UTC Participações é dona de uma fatia de 45%, ao lado da Triunfo Participações (45%) e da operadora francesa Egis Airport (10%). As obras assumidas pelo consórcio em contrato estão atrasadas.
Segundo uma fonte, o desejo da diretoria da empresa é o de manter todos os seus ativos, mas a atual situação financeira vivida pela UTC não deixou outra alternativa, senão se desfazer de algumas operações.

Até o ano passado, a UTC tinha cerca de 30 mil funcionários, contingente que já foi cortado pela metade e que poderá ser reduzido para até 10 mil pessoas nos próximos meses. Do ano passado até agora, a Constran, uma das principais empresas do grupo, viu seu quadro de pessoal cair de 12 mil para 4 mil colaboradores.

Fonte: Estadão

Deixe seu comentário