Professores em greve fazem ato em aeroporto e rodovias de São Paulo

Professores estaduais e integrantes da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) protestaram no saguão do Aeroporto Internacional de Guarulhos e ocuparam duas vias da cidade de São Paulo nesta quarta-feira (29/04).

Às 12h, um grupo de 60 professores se manifestou no Aeroporto de Guarulhos, de acordo com a assessoria da GRU Airport. O protesto não afetou as operações nem a mobilidade dos passageiros, e não foi necessária a interferência de seguranças. O ato terminou às 13h.

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  • Outro grupo de manifestantes ocupou o km 281 da Rodovia Régis Bittencourt, no sentido Curitiba, por volta das 17h, segundo a concessionária da via. Nesse horário, a pista tinha lentidão do km 277 ao km 281.

    Mais cedo, às 8h15, dois protestos aconteceram, simultaneamente, na Zona Sul e na Zona Oeste da capital. Cerca de 100 pessoas fecharam o acesso do Rodoanel a Perus, segundo a concessionária CCR Rodoanel. A manifestação causou 2 km de congestionamento na via, e complicou o trânsito nas vias do entorno, como a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães.

    No mesmo horário, outro ato era realizado na Avenida Jacu-Pêssego, em Itaquera, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O grupo bloqueou parcialmente a pista no sentido Rodovia Ayrton Senna, na altura da Avenida Professor João Batista Conti. Segundo a CET, às 9h ambos os protestos terminaram.

    Reivindicações

    Os professores, em greve desde 13 de março, reivindicam 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior. O governo do estado diz ter dado reajuste de 45% no acumulado dos últimos quatro anos. Além disso, informa que parte da categoria receberá até 10,5% de aumento de acordo com desempenho em avaliação. Não houve proposta de reajuste geral para toda a categoria.

    O sindicato alega que a Secretaria de Estado da Educação acenou com 10,5% de aumento para apenas 10 mil professores que se saíram bem em uma prova, ignorando outros 220 mil profissionais da rede.

    Os professores também pedem melhores condições de trabalho. Segundo a categoria, mais de 3 mil salas de aula foram fechadas, o que provoca superlotação das salas de aula restantes. A garantia de direitos para docentes temporários também está entre as demandas dos grevistas.

    Fonte: G1 São Paulo

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