Manifestação de professores da rede estadual de SP termina em tumulto

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Após o protesto dos professores da rede estadual nesta sexta-feira (24), equipes das emissoras Globo e SBT foram agredidas no centro de São Paulo.

Os jornalistas foram cercados, hostilizados e agredidos por pessoas em tumulto no final da manifestação, na região da praça da República.

Em nota divulgada à noite, a Apeoesp (sindicato da categoria) lamentou os incidentes e negou responsabilidade pelas as agressões, que atribuiu a.”pessoas alheias ao movimento”. “Somos educadores e temos realizado assembleias e manifestações pacíficas desde o dia 13 de março, quando teve início a nossa greve”, informa o texto.

PROTESTO

Os docentes da rede estadual de ensino se reuniram na avenida Paulista, por volta das 14h desta sexta-feira, e seguiram em passeata até a praça da República, de onde o grupo dispersou.

O prédio da Secretaria Estadual de Educação, que fica na praça da República, foi cercado pela Polícia Militar após a tentativa de invasão ao local, na quinta-feira (23). Na ocasião, a categoria se reuniu com o secretário Herman Voorwald, mas não fecharam acordo.

Ao chegar na praça, alguns professores retiraram uma fita que foi colocada para preservar o entorno da secretaria e alguns manifestantes gritaram palavras de ordem aos policiais que faziam o cerco, mas não houve registro de confronto com os PMs. O prédio, no entanto, já tinha sido esvaziado por volta das 16h.

De acordo com o sindicato, cerca de 50 mil pessoas participaram da manifestação desta sexta. Já a Polícia Militar apontou que o número ficou em torno de 3.000.

O ato foi iniciado às 14h com uma assembleia no vão-livre do Masp (Museu de Artes de São Paulo), onde os docentes decidiram manter a greve, que já dura 40 dias. A categoria também marcou para a próxima quinta um novo protesto e assembleia, que deverá ocorrer novamente na avenida Paulista.

A secretaria afirmou, em nota, que se mantém aberta ao diálogo. Enquanto a categoria diz não ter recebido proposta de aumento no encontro de quinta, a secretaria afirma ter apresentado uma política salarial para os próximos quatro anos, com data base em 1º de julho.

Segundo o governo estadual, 96% dos docentes trabalharam normalmente na manhã desta sexta. O sindicato ainda não passou o percentual de adesão à greve atualizado.

Fonte: Folha de São Paulo

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