Professores decidem manter greve no estado de SP e fazem passeata

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Professores em greve fazem passeata na Avenida Paulista, em São Paulo. Eles reivindicam reajuste salarial e fazem assembléia para definir os rumos da categoria (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)

Grupo realizou assembleia no vão livre do Masp e fechou Av. Paulista.
Apeosp pede 75,33% de aumento; estado diz que oferece bônus por mérito.

Os professores da rede estadual decidiram em assembleia nesta sexta-feira (27) manter a greve da categoria que começou na segunda-feira (16).

Após votarem pela continuidade do movimento, os professores seguiram em caminhada desde o Masp até a Praça da República, no Centro.

Os grevistas dizem que 60 mil participam do ato. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 17h20, 10 mil manifestantes estavam na Rua da Consolação.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) quer reajuste de 75,33%. O governo diz que deu aumentos acumulados de 45% nos últimos quatro anos. A Secretaria da Educação do Estado (SES) diz que vai concender 10,5% de reajuste para professores bem posicionados em uma prova. A decisão pela continuidade da greve foi classificada pela secretaria como “ofensiva aos pais e alunos”.

Os grevistas afirmam que o governo ainda não abriu negociações salariais, apesar de quatro pedidos de audiência. Além disso, o sindicato alega que os 10,5% de aumento só vai valer para apenas 10 mil professores que se saíram bem na prova, ignorando outros 220 mil profissionais da rede.

Outro protesto aconteceu nas ruas do Centro de São Paulo na tarde desta sexta (27). Cerca de 200 taxistas, segundo número da PM, saíram do Pacaembu e seguiram até o prédio da Secretaria da Segurança Pública. Eles protestaram contra a morte do taxista Wanderlei Pereira Nunes, de 52 anos, ocorrida no domingo (22), na Vila Brasilândia, Zona Norte.

Fonte: G1

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