O Bike Sampa está de volta! Saiba o que mudou

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2017 foi um ano difícil para os usuários do Bike Sampa. Eram recorrentes as reclamações de estações sem bicicletas ou totalmente inativas. Isso aconteceu porque a licitação havia vencido e não tinha sido renovada. Burocracia resolvida, no dia 30 de janeiro foi inaugurada a nova fase do Bike Sampa inicialmente com 25 estações neste mês. A implementação completa do bike-sharing paulistano acontece neste semestre, com a instalação de 260 estações e um total de 2.600 bikes.

O mais legal desta nova fase, além da modernização das bicicletas e das estações, é o entendimento da necessidade diferenciada em alguns pontos da cidade, aonde a bicicleta não é utilizada pra complementar trechos de locomoção, mas para o usuário chegar até a sua casa. Ainda esse semestre está previsto bicicletários nos terminais Itaquera, Tatuapé, Cachoeirinha, Jabaquara e Capelinha, em que será disponibilizado o empréstimo de 12 horas, assim o usuário poderá levar a bicicleta para casa e retornar para o terminal de ônibus no dia seguinte.

A forma de cobrança também mudou, agora o usuário deverá se cadastrar em algum dos planos no site ou no aplicativo disponível para iOS e Android. As opções são de uso diário, por 3 dias, mensal, ou anual, com preços de 8 reais, 15 reais, 20 reais e 160 reais, respectivamente. Os usuários seguem podendo utilizar as bikes por 1 hora sem cobrança adicional.

A Renata Falzoni do Bike é Legal, fez um vídeo mostrando os detalhes da nova bicicleta que ao contrário da anterior, não foi adaptada, mas desenvolvida especialmente para sistemas de compartilhamento.

Nas bicicletas:

  • Design mais moderno e exclusivo para compartilhamento, sendo mais leves, ergonômicas e robustas;
  • Cesto adaptável para o tamanho da bagagem de mão do ciclista, sem acumular água ou sujeira;
  • Pneus com lados reflexivos e em aro 24 proporcionam uma pedalada mais dinâmica, segura e confortável. Possui tecnologia antifurto, exclusivo no Brasil;
  • Cobre-correntes que protege a roupa do ciclista;
  • Banco confortável e canote do selim com marcas para ajuste de altura;
  • Sistema de freios “Rollerbrake”, que garante freadas mais seguras;
  • Configuração de marchas para três velocidades;
  • Refletores frontais e traseiros com sistema de iluminação “Dynamo” com 10 mil horas de vida útil e que permanece aceso por até 90 segundos, dando mais segurança para quando o ciclista aguarda no semáforo;
  • Dispositivo de trava com sistema anti-furto;

Nas estações:

  • Layout exclusivo que não gera poluição visual, foram concebidas para operar de forma ágil, inteligente e simples;
  • Abastecimento por painéis solares que garantem a autossuficiência energética (preparadas para eventual uso de bicicletas elétricas futuramente);
  • Solução modular para as bicicletas, sendo possível adicionar ou remover docks conforme a necessidade. Sem necessidade de fixação ao solo;
  • Média de 18 vagas por estação;
  • Quiosque com interface de pagamento digital, de forma mais didática e de fácil utilização, com comunicação sem fio que agiliza o processamento de pagamentos e a transmissão de dados;

No aplicativo:

  • Permite o ciclista planejar o passeio, pagar e desbloquear a bicicleta com o código gerado pelo aplicativo;
  • Encontrar estações próximas manualmente ou usando GPS do dispositivo;
  • Encontrar bicicletas disponíveis por pontos de devolução livres;
  • Marcar as estações favoritas;
  • Encontrar rota para um destino com informações de distância e elevação;
  • Registrar as viagens com o GPS;

Essas mudanças estão sendo implementadas pela tembici, que em maio adquiriu a Samba Transportes Sustentáveis e passou a operar os sistemas de compartilhamento de bicicletas patrocinados pelo Itaú: Bike Sampa, Bike Rio, Bike PE, Bike POA e Bike Salvador.

O Itaú continua como patrocinador do Bike Sampa, investindo recursos para a modernização e operação do sistema de empréstimo de bicicletas da cidade desde 2012. Atualmente conta com cerca de 800 mil usuários cadastrados que já realizaram mais de 2,4 milhões de viagens com as laranjinhas somente em São Paulo. O objetivo da troca do sistema é tornar a experiência do compartilhamento de bicicleta na capital paulistana mais segura, confortável, eficiente e sustentável.

A capital de São Paulo é a segunda cidade brasileira a receber o novo sistema. A Grande Recife já opera o novo Bike PE desde 11 de setembro, com 20 estações instaladas até o momento, de um total de 80 até o final do semestre.

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