Metrô inicia Pesquisa Origem Destino com entrevistas em 32 mil domicílios da Região Metropolitana de São Paulo

Maior pesquisa de mobilidade urbana do Brasil vai mapear os deslocamentos diários de mais de 150 mil pessoas

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Pesquisa Origem Destino
Este é o Bento, o mascote da Pesquisa Origem Destino escolhido pelo público na página do Metrô no Facebook. (Foto: Divulgação/Metrô)

O Metrô de São Paulo começou nesta semana a Pesquisa Origem e Destino 2017 nos domicílios da Região Metropolitana de São Paulo. Trata-se da mais completa pesquisa de mobilidade urbana do país, que vai entrevistar 150 mil pessoas em 32 mil domicílios e apurar todas as formas de deslocamentos motorizados (transporte coletivo e individual) e não-motorizados (viagens a pé e de bicicleta) realizados na Grande São Paulo e em suas áreas de acesso.

Ao saber com precisão para onde as pessoas estão se deslocando, além de descobrir seus motivos e como elas fazem os trajetos, políticas públicas podem ser aplicadas para a implantação e o estímulo ao uso de modais de locomoção.

O trabalho é iniciado com o agendamento das visitas dos pesquisadores do Metrô em alguns domicílios da capital paulista (ver regiões abaixo). Nesta primeira etapa, 68 dos 96 distritos de São Paulo, além dos municípios de Osasco, Diadema, Biritiba-Mirim e Mogi das Cruzes serão pesquisados. Na sequência, os demais distritos de São Paulo e municípios da Região Metropolitana de São Paulo serão apurados.

O levantamento de informações também será feito junto aos passageiros que estiverem embarcando ou desembarcando no Aeroporto Internacional de Guarulhos até o dia 09 de agosto, assim como já foi feito no Aeroporto de Congonhas e nos terminais rodoviários do Tietê, Barra Funda e Jabaquara no mês de junho.

Os resultados serão tabulados e divulgados em 2018.

O que é a Pesquisa Origem e Destino?

Realizada há 50 anos, a Pesquisa Origem e Destino, como é conhecida, é responsável por mapear os deslocamentos dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo, de forma a analisar o comportamento da população para o planejamento urbano e dos novos caminhos. Isso é possível com a apuração de informações como idade, gênero, escolaridade, renda familiar e individual, ocupação, além das atividades que motivam as viagens.

Os resultados da pesquisa são também utilizados em modelagens de estudos acadêmicos e dos setores de segurança, saúde, educação, imobiliário e logística, entre outros. Com a metodologia sistematizada em São Paulo, semelhante às consagradas em Londres e Paris, hoje, grandes cidades brasileiras, capitais e regiões metropolitanas aplicam as pesquisas origem e destino nos seus planos de mobilidade e logística.

A Pesquisa Origem e Destino é feita a cada 10 anos pelo Metrô desde 1967 e, a partir dela, foi elaborado o primeiro plano para a construção da rede básica de metrô de São Paulo. Em 2002, passou a receber uma espécie de atualização a cada cinco anos, considerada como uma pesquisa de avaliação de tendências.

A última pesquisa Pesquisa Origem e Destino, realizada em 2007, apontou que a utilização do transporte coletivo ultrapassou o transporte individual, chegando a 55% do total de viagens motorizadas feitas na Grande São Paulo, revertendo uma ascensão histórica deste último. No ano da primeira pesquisa, o modo coletivo ainda representava 68% do total e foi caindo até alcançar 48% no final dos anos 1990. O modo coletivo compreende os transportes públicos através de trem, ônibus, metrô, fretado e escolar, enquanto o individual se refere a táxi, automóvel e motocicleta.

Em 2012, foram realizadas diariamente 43,7 milhões de viagens na Região Metropolitana de São Paulo, volume 15% maior que o levantado em 2007, para um aumento de 2% na população no período. Do total de viagens diárias, 68% foram feitas por modos motorizados e 32% por modos não-motorizados. No período 2007-2012, houve maior aumento das viagens motorizadas que cresceram 18%, do que das viagens não-motorizadas que cresceram 8%. Entre os modos coletivos, houve aumento da participação dos modos sobre trilhos de 12% para 15% (metrô – de 9% para 11% – e trem – de 3% para 4%) e queda na participação do modo ônibus como modo principal, de 36% para 32%. As viagens por trem aumentaram de 815 mil para 1.141 mil no período considerado, significando crescimento de 40%. As viagens de metrô cresceram 38% (de 2.223 mil para 3.219 mil). Entre os modos individuais, a participação do automóvel permaneceu estável (41% em 2007 para 42% em 2012).

Como será feita a Pesquisa Origem e Destino 2017?

Para a realização da base de dados, cerca de 1.200 pessoas vão trabalhar na Pesquisa Origem e Destino. Inicialmente serão 200 pesquisadores, chegando a 400 no período de pico das visitas aos domicílios. As informações serão coletadas em 32 mil domicílios diferentes, em 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, com expectativa de término em dezembro deste ano.

As residências estão sendo definidas por meio de sorteio e seus moradores notificados da escolha por carta com as informações sobre a pesquisa, uma senha e os telefones para contato e agendamento da visita do pesquisador. Ao chegar para a entrevista, o pesquisador deverá informar uma contra-senha que deve coincidir com a senha da carta enviada à residência. Este método aumenta a confiabilidade, garantindo que se trata de um pesquisador enviado pelo Metrô. O entrevistador usará crachá, além de colete na cor azul que facilita a identificação.

A coleta das informações será feita com todos os integrantes da residência para saber quantos, por quais motivos (trabalho, saúde, educação, compras, por exemplo) e como são feitos (motorizado ou não, transporte individual ou coletivo) seus deslocamentos ao longo do dia anterior. O questionário é feito com a utilização de tablets, que verificam automaticamente inconsistências nas respostas e auxiliam no georreferenciamento dos locais informados.

Pesquisa Complementar – Linha de Contorno

Colete Pesquisa Rodovias

A Pesquisa Origem e Destino 2017 também é composta por uma pesquisa complementar que é feita na chamada “Linha de Contorno”, compreendendo 22 rodovias de acesso à Região Metropolitana de São Paulo, onde serão realizadas entrevistas com ocupantes de caminhões, ônibus, automóveis e motocicletas, além da apuração junto a passageiros de ônibus fretados intermunicipais que entram na capital.

Boné Pesquisa Rodovias

Em 14/08, a pesquisa será feita nas rodovias SP-250, SP-274, SP-332, SP-354, SP-066 e SP-098. Essa etapa da pesquisa vai contar com o auxílio das Polícias Rodoviárias em postos estratégicos das rodovias estaduais e federais.

E a partir do dia 08/08, os passageiros de ônibus fretados que param nas estações Sumaré, Imigrantes, Barra Funda, Tietê, Belém e Jabaquara, do Metrô também poderão ser entrevistados.

Primeiras regiões a receber os pesquisadores

Pesquisa domiciliar no município de São Paulo

Sé, República, Brás, Liberdade, Bela Vista, Consolação, Belém, Água Rasa, Pinheiros, Perdizes, Alto de Pinheiros, Lapa, Vila Leopoldina, Pirituba, Jaraguá, Anhanguera, Brasilândia, Freguesia do Ó, Limão, Cachoeirinha, Mandaqui, Tucuruvi, Tatuapé, Ermelino Matarazzo, Vila Jacuí, Itaquera, São Miguel, Lajeado, Itaim Paulista, Carrão, Vila Formosa, Aricanduva, Vila Matilde, Artur Alvim, Cidade Líder, Parque do Carmo, José Bonifácio, Guaianases, Cidade Tiradentes, Iguatemi, São Rafael, Ipiranga, Sacomã, Cursino, Vila Prudente, São Lucas, Sapopemba, São Mateus, Jabaquara, Cidade Ademar, Campo Grande, Pedreira, Socorro, Cidade Dutra, Grajaú, Parelheiros, Santo Amaro, Jardim São Luís, Vila Andrade, Campo Limpo, Vila Sônia, Raposo Tavares, Rio Pequeno, Jaguaré, Butantã.

Municípios da Região Metropolitana de São Paulo

Mogi das Cruzes, Biritiba-Mirim, Diadema.

Canais de informação sobre a pesquisa

Haverá também uma Central de Informações para atender ao público durante todo o período da pesquisa de campo, o público pode entrar em contato com o telefone 0800-770-7722, a ligação é gratuita, para saber mais sobre a Pesquisa, tirar dúvidas, esclarecer pontos. O Metrô também disponibiliza um email para contato pesquisaod@metrosp.com.br

Os canais de mídias sociais do Metrô também podem ser acionados para mais informações, no Twitter ou Facebook.

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