Metroviários podem paralisar as atividades na sexta-feira (30)

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Greve Metrô Metroviários

Na próxima sexta-feira (30), diversas centrais sindicais irão realizar paralisações em todo o país, cuja data está sendo chamada de Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações. A principal pauta é protestar contra as reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo federal, que poderá flexibilizar as regras das leis trabalhistas e encerrar a obrigatoriedade da contribuição sindical.

Na capital paulista, os metroviários aprovaram indicativo de paralisação. Quanto a CPTM, os ferroviários podem paralisar as atividades nas linhas 7-Rubi e 10-Turquesa. Ônibus da SPTrans não vão parar. Na região metropolitana algumas cidades estão com a situação indefinida.

METRÔ

Aqui na capital paulista, o Sindicato dos Metroviários se posicionou que irá paralisar as atividades na sexta-feira (30). A paralisação da categoria deverá acontecer durante toda a operação comercial entre 4h40 e 0h. Na semana passada em assembleia realizada na sede do sindicato, no bairro do Tatuapé, a categoria aprovou o indicativo de greve.

A paralisação vai prejudicar os passageiros que utilizam as linhas 1-Azul (Tucuruvi – Jabaquara), 2-Verde (Vila Prudente – Vila Madalena), 3-Vermelha (Corinthians-Itaquera – Palmeiras-Barra Funda), 5-Lilás (Adolfo Pinheiro – Capão Redondo) e 15-Prata do Monotrilho (Vila Prudente – Oratório). Quanto a linha 4-Amarela, por ser privatizada e administrada pela ViaQuatro, os funcionários pertencem a outro sindicato e não está prevista nenhuma paralisação, ou seja, o trecho (Luz – Butantã) deve operar normalmente.

Nesta quinta-feira (29) os membros do Sindicato dos Metroviários voltam a se reunir para ratificar a decisão e definir como serão os detalhes da paralisação. O sindicato declarou ao portal R7 que pretende contar com a participação total dos metroviários. A categoria diz também que pretende lutar contra as privatizações propostas pelo governo estadual para as linhas 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro do Metrô, além das bilheterias da linha 5-Lilás, estas que já foram entregues para a iniciativa privada.

“Uma nova assembleia acontecerá no dia 29/6 para definir como será nossa participação na greve do dia 30. É fundamental a presença da categoria para decidir os rumos das lutas em defesa dos direitos. Se as reformas forem aprovadas todos podem perder seus direitos e conquistas, como o Acordo Coletivo, 13º salário, férias entre outros”, diz o Sindicato dos Metroviários.

Foto: Reprodução

O Metrô de São Paulo declarou ao jornal O Estado de São Paulo que aguardará o resultado da assembleia desta quinta-feira para dar uma posicionamento oficial sobre a paralisação dos metroviários e um possível acionamento do Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese).

O Metrô de São Paulo tem cerca de 9.200 funcionários e transporta cerca de 4 milhões de passageiros (média mensal do ano de 2016) nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata.

JUSTIÇA

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região concedeu uma liminar ao Metrô de São Paulo, nesta quarta-feira, determinando que o Sindicato dos Metroviários mantenha 80% dos funcionários no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) em caso de paralisação. Nos demais períodos, o efetivo deverá ser de 60%. Em caso de descumprimento, será aplicada multa no valor de R$ 100 mil.

“É imperioso que se proceda a uma ponderação entre esse direito fundamental, conferido aos trabalhadores, e aqueles pertencentes à comunidade diretamente envolvida, de forma a minimizar o impacto negativo do movimento, sem prejuízo de sua efetividade como meio legítimo de que dispõe a categoria profissional para apresentar suas reivindicações”, afirma o desembargador Carlos Roberto Husek.

Foto: Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região

O Metrô de São Paulo emitiu um comunicado oficial referente a paralisação:

“O Metrô lamenta a intenção do Sindicato dos Metroviários de aderir às mobilizações da sexta-feira, dia 30, contra as reformas trabalhista e da previdência, que estão tramitando no Congresso Nacional. A adesão à greve será definida pelo sindicato em assembleia marcada para amanhã.

A Companhia convoca a categoria ao bom senso para que os usuários do sistema e a população não sejam mais uma vez prejudicados. Para manutenção da garantia do direito de ir e vir da população, o Metrô acionou seu plano de contingência e entrou com pedido de Tutela Cautelar Antecipada junto a Justiça do Trabalho, que determinou 100% do efetivo disponível nos horários de pico e 70% nos demais horários”.

METROVIÁRIOS LINHA 5-LILÁS

No sábado (24/6) os metroviários ocuparam a Estação Capão Redondo da linha 5-Lilás desde o início da operação e impediram a venda de bilhetes pelos funcionários terceirizados das bilheterias. Em razão disso, as catracas foram liberadas para os passageiros até o período da manhã. No período da tarde, foi realizado um ato político-cultural contra a privatização das linhas do Metrô e a terceirização das bilheterias.

Foto: Sindicato dos Metroviários

CPTM

O Sindicato dos Ferroviários de São Paulo que representa os trabalhadores das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa vão realizar uma assembleia nesta quinta-feira (29) no período da noite para definir se vão aderir ou não à paralisação.

O Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana que representa os trabalhadores das (linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda) e o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil que representa os trabalhadores das (linhas 11-Coral e 12-Safira) dizem que não vão paralisar as atividades.

Foto: Divulgação/Sindicato dos Ferroviários

SPTRANS

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) já sinalizou que não vai paralisar as atividades na sexta-feira (30), os ônibus municipais da SPTrans devem operar normalmente. Na última paralisação que aconteceu no dia 28 de abril apenas as linhas de ônibus do subsistema local operaram normalmente, as linhas do subsistema estrutural ficaram paralisadas o dia todo.

REGIÃO METROPOLITANA

No ABC Paulista a situação está indefinida, porém há uma indicação de que a operação dos ônibus será normal na sexta-feira (30). O Sindicato dos Rodoviários do ABC (Sintetra) vai realizar assembleia para decidir se os motoristas e cobradores paralisam as atividades na sexta-feira, mas a tendência é que os ônibus devem operar normalmente.

Foto: André Inocêncio/Ônibus Brasil

Na cidade de Guarulhos, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros, Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá (Sincoverg) ainda não informou se a categoria pretende paralisar as atividades na sexta-feira.

Nas cidades de Osasco e Mogi das Cruzes os ônibus devem operar normalmente.

SOROCABA

Em uma audiência realizada no 15º Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, na noite desta quarta-feira (28), os motoristas e cobradores de ônibus de Sorocaba vão suspender a greve por cinco dias, de sábado (1/7) até quarta-feira (5/7), quando deverá ocorrer uma nova audiência de conciliação entre o sindicato e as empresas de ônibus.

Foto: Arquivo pessoal

Os motoristas e cobradores de ônibus de Sorocaba estão em greve desde o dia 22 de junho, no último fim de semana a greve tinha sido suspensa, mas foi retomada na última segunda-feira (26). A categoria pede reajuste salarial de 6%, aumento no valor do vale-alimentação e a Participação de Lucros e Resultados.

A cidade de Sorocaba têm 359 ônibus do transporte coletivo que circulam todos os dias em mais de 100 linhas.

MANIFESTAÇÕES

A CUT realizará na sexta-feira(30) um ato na Avenida Paulista contra as reformas Trabalhista e da Previdência e por eleições diretas, a manifestação também terá participação das frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular. A partir das 16h haverá concentração no vão livre do Museu de Artes de São Paulo (Masp), em seguida haverá uma caminhada pelas vias da cidade até a sede da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, para denunciar as privatizações dos equipamentos públicos propostas pelo prefeito João Doria.

Também está previsto a realização de um ato no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, a partir das 4h30. A CUT também informou que outras categorias na capital paulista devem paralisar as atividades na sexta-feira, são elas: petroleiros, bancários, professores e saúde. O sindicato dos professores da rede estadual deve participar do ato na Avenida Paulista.

Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP

No ABC Paulista, devem paralisar as atividades os metalúrgicos, químicos e professores incluindo a rede particular. Em Osasco, bancários devem fechar agências na Avenida dos Autonomistas e região, comerciantes devem fechar lojas do “calçadão” e professores farão ato no “calçadão”.

PARALISAÇÕES ANTERIORES

A última paralisação do transporte coletivo na capital paulista aconteceu no dia 28 de abril, quando os trens do Metrô e da CPTM operaram parcialmente, porém algumas linhas como a 3-Vermelha ficaram paralisadas o dia todo. Parte da frota dos ônibus da SPTrans e EMTU também não funcionaram durante o dia todo. Como consequência a cidade ficou bastante vazia, com o trânsito muito abaixo da média, pois muitas pessoas foram prejudicadas para chegar aos seus destinos como trabalho, estudo e demais compromissos.

Passageiros tiram foto de aviso de greve na estação Barra Funda (Nacho Doce/Reuters)

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