Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista suspendem greve

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Foto: Divulgação/Sindicato dos Motoristas e Cobradores

Motoristas e cobradores de ônibus da capital paulista aceitaram a proposta de reajuste salarial de 4% nesta segunda-feira (22), o reajuste leva em conta o índice da inflação no período, de 3,26%, mais 1% de ganho real. Dessa forma a paralisação prevista para a próxima quarta-feira (24) foi cancelada. A decisão ocorreu após reunião com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na Consolação. A proposta de conciliação foi apresentada pelo vice-presidente judicial, desembargador Carlos Roberto Husek.

Além do reajuste salarial, o valor de outros benefícios foram reajustados. O valor do ticket refeição passou de R$ 20,50 para R$ 22,00, um aumento de 7,3%. Referente ao subsídio do plano odontológico, o acréscimo foi de 50%, o valor passou de R$ 8,00 para R$ 12,00. Quanto ao subsídio do plano de saúde, o valor passou de R$ 75,00 para R$ 95,00, um aumento de 26,7%. Os pagamentos serão feitos com data retroativa a 1º de maio, data-base da categoria.

O pagamento da Participação em Lucros e Resultados à categoria, não foi definido, pois as viações pediram mais tempo para analisar.

Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), a Prefeitura de São Paulo se comprometeu a manter os cobradores no sistema de transporte coletivo, apesar de o prefeito João Doria ter dito recentemente que a função seria extinta. “A administração municipal se comprometeu a manter os trabalhadores em seus postos”, diz o sindicato.

Confira a carta assinada pelo secretário municipal de Mobilidade e Transportes:

Carta Prefeitura de São Paulo
Foto: Divulgação/Sindicato dos Motoristas e Cobradores

PROTESTO

No momento da audiência de conciliação, membros do sindicato chegaram a bloquear parcialmente a Rua da Consolação, na altura do nº 1.272, nas proximidades do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Sindicalistas pediram para que os ônibus parassem e que os passageiros desembarcassem.

LIMINAR JUDICIAL

Na sexta-feira (19), o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo havia obtido uma liminar na Justiça determinando o funcionamento de 75% do serviço nos horários de pico e de 50% nos demais horários, caso ocorresse a paralisação na quarta-feira (24).

Leia na íntegra a nota do sindicato:

“Com base na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Greve 7783/89, que tratam dos serviços públicos essenciais à população, o SPUrbanuss solicitou que seja assegurado 100% dos serviços de transporte por ônibus nos horários de pico (das 7 horas às 10 horas e das 17 horas às 20 horas) e 80% nos demais horários de operação. Foi requerido, ainda, que o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte (Sindmotoristas) não promova bloqueios nas garagens, vias públicas e terminais de ônibus”.

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