Grupo de moradores pede ao prefeito João Doria solução para a “cracolândia” sob obras da Linha 17-Ouro

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Foto: Reprodução/O Estado de São Paulo

Síndicos de 30 condomínios e moradores de residências do Campo Belo e do Brooklin, tentam solicitar uma reunião com o prefeito João Doria, para solucionar o problema da “cracolândia” surgida sob as vigas do monotrilho da Linha 17-Ouro.

Em trechos das obras da linha 17-Ouro, que tiveram promessa de entrega do governo estadual para a Copa do Mundo de 2014, se concentram famílias em situação de rua a dependentes químicos, que atravessam perigosamente as pistas.

O grupo de moradores busca a intervenção do prefeito João Doria, apesar das obras serem gerenciadas pelo governo estadual. “João Doria prometeu ser gestor, então queremos que ele faça parte da resposta, com cronograma e prazos”, diz Ana Paula Minervini, síndica de um condomínio próximo à Avenida Jornalista Roberto Marinho, em depoimento ao portal G1.

Ana Paula Minervini contou ao portal G1 que o jardim sem grades do condomínio virou mictório, as lixeiras foram já roubadas algumas vezes, fiação de semáforos são roubadas na via e os vizinhos até criaram um aplicativo para smartphone com o objetivo de alertar aos moradores sobre a insegurança.

Na época do lançamento das obras do monotrilho da Linha 17-Ouro, o Metrô prometeu um plano de recuperação da área após as obras. Os moradores solicitam que não se espere até 2019, ano da possível promessa de entrega das obras.

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OUTRO LADO

Prefeitura de São Paulo

A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, disse ao jornal Folha de São Paulo, que um plano envolvendo várias secretarias municipais está em planejamento e que deve começar ainda neste primeiro semestre.

“Não é com uma ação de um dia que conseguiremos resolver. Precisamos de um plano concreto, de quantas vagas precisaremos para acolhimento, saúde, não queremos enxugar gelo”, declarou Soninha Francine ao jornal Folha de São Paulo.

Metrô

O Metrô de São Paulo afirmou em resposta ao jornal Folha de São Paulo que o consórcio construtor realiza “limpeza e manutenção” periódicas nos 7,7 km das obras do monotrilho. “A presença de moradores de rua na região é uma questão que compete à prefeitura”, diz o comunicado. A nota também diz que a implantação do paisagismo da área não pode começar antes do término da obra, pois seria prejudicada pelo maquinário e material empregado.

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