Motoristas e cobradores de ônibus de Guarulhos prometem paralisar as atividades nesta quarta-feira, dia 15

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Foto: Guarulhos Web

Em protesto contra contra a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016, do governo Michel Temer, que prevê a Reforma na Previdência, o Sincoverg (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Transporte de Passageiros, Urbano, Suburbano, Metropolitano, Intermunicipal e Cargas Próprias de Guarulhos e Arujá em São Paulo) promete paralisar os ônibus municipais e intermunicipais da cidade de Guarulhos na manhã desta quarta-feira (15) da meia-noite às 8h. Cerca de 99 linhas e 124 mil passageiros serão afetados com a paralisação. O sindicato anunciou, por meio de carta aberta, divulgada à população que irá aderir ao Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista.

A paralisação deve atrasar a entrada de motoristas e cobradores nas garagens das empresas. Em vez de iniciarem os trabalhos às 4h da madrugada desta quarta-feira (15), os ônibus devem começar a sair das garagens a partir das 7h. Ou seja, o transporte público municipal e intermunicipal ficará prejudicado até por volta das 8h, quando os veículos começarem a sair dos terminais de ônibus.

A Prefeitura de Guarulhos ainda não informou se haverá algum esquema de emergência para o transporte dos passageiros. Será a primeira paralisação a ser enfrentada pelo novo prefeito Guti. Até o final do ano passado, sob a administração do ex-prefeito Sebastião Almeida, o governo municipal não preparava qualquer ação especial para minimizar os efeitos da paralisação.

Liminar judicial

O Tribunal Regional do Trabalho, em defesa antecipada, determinou frota mínima dos coletivos em operação na cidade de Guarulhos, em caso de paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus.

De acordo com a decisão, ao menos 70% dos ônibus escalados regularmente devem operar nos horários de pico e 40% nas demais horas.

Confira na íntegra a carta à população emitida pelo Sincoverg:

“Companheiras e companheiros, há tempos que estamos alertando todos sobre a reforma da previdência que esse governo golpista quer implantar. Pela proposta teremos que trabalhar por 49 anos ininterruptos para conseguirmos aposentar. Em poucas palavras, se não começamos a trabalhar com 16 anos, tchau aposentadoria! Se tivermos carteira de trabalho assinada desde o 16 anos, não podemos ficar um dia desempregado ou não alcançaremos o benefício em sua integralidade. É o fim da aposentadoria no Brasil.

Se essa previdência estivesse em vigor hoje, teríamos 25,2 milhões a mais de pobres na velhice. Tchau Aposentadoria Especial! Se por causa do emprego, você ficar doente e não tiver nenhum problema físico aparente, mesmo que isso acabe com a sua saúde, não conseguirá aposentadoria especial. Será o fim de aposentadorias em condições insalubre ou perigosa. É por isso que na próxima quarta-feira, 15 de março, iremos cruzar os braços. Somos contra esse desmonte que vem ocorrendo em nosso País, promovido por um governo golpista que não tem compromisso com a trabalhadora e trabalhador brasileiro. Reiteremos aqui nossa defesa à democracia e nosso desejo de um país mais justo, igual e solidário. Nenhum direito a menos!”

* Atualização em 14/03/2017 às 23h50

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