Prefeitura de São Paulo muda regra e define crédito pós-pago para Uber

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FOTO: KAI PFAFFENBACH/REUTERS

A Prefeitura de São Paulo apresentou na quinta-feira, 2, uma nova proposta para fiscalizar aplicativos de transporte, como o Uber. Na quarta-feira, 1º, a gestão Fernando Haddad havia anunciado a realização de leilões para a venda de créditos por quilômetro rodado, mas agora as empresas terão de quitá-los após o término das viagens, em um sistema de vendas pós-pago.

Segundo o chefe de gabinete da SPTrans, Ciro Biderman, o método permitirá à Prefeitura de São Paulo ter controle sobre as empresas por meio do preço de cada crédito cobrado para a prestação de serviço na cidade. “O que faremos é um sistema pós-pago. Quando notarmos que a venda de créditos se aproxima do limite, aumentamos o valor do crédito”, disse Ciro Biderman.

As empresas vão pagar para o Município R$ 0,10 a cada quilômetro rodado. Quando a Prefeitura de São Paulo verificar que o limite de circulação está perto de ser atingido, o valor do crédito aumenta, até que, para o usuário, a tarifa se aproxime do preço de uma corrida de táxi, por exemplo. Assim, a gestão petista espera equilibrar o uso das ruas por carros de aplicativos e dos taxistas.

Para isso, ainda segundo Ciro Biderman, a Prefeitura de São Paulo terá acesso à nuvem de informações das empresas de aplicativos, acompanhando em tempo real quanto cada carro tem circulado. É esse compartilhamento de dados que vai determinar se a empresa está liberada para trabalhar na cidade.

Ciro Biderman disse que três empresas já iniciaram as tratativas para liberar o acesso da Prefeitura de São Paulo às suas informações. A primeira deve começar a funcionar legalizada já na próxima semana, mas o gestor não adiantou qual será.

Na quarta-feira, o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, havia afirmado que o plano da Prefeitura de São Paulo era vender créditos antes de serem usados, em leilão. Dissera também que não haveria regras para evitar que uma única empresa comprasse todos os créditos, o possibilitaria a existência de monopólio.

Jilmar Tatto afirmou na quinta-feira, porém, que se “explicou mal” sobre o assunto e confirmou o sistema pós-pago. “O que quis dizer sobre monopólio foi me adiantar”, explicou, acrescentando que, aumentando o valor dos créditos, caberia às empresas decidir se queriam manter sua operação naquele cenário, mais caro, ou se suspenderiam a operação até o preço cair.

* As informações são do jornal O Estado de São Paulo

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