Veja sete dificuldades enfrentadas por quem utiliza o Bike Sampa

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A promessa da prefeitura era levar o Bike Sampa a todas as regiões da cidade e chegar a 300 estações, com 3.000 bicicletas, até o fim de 2014. Feita pela gestão do prefeito Gilberto Kassab, em 2012, a resolução foi deslizada para 2015.

Hoje há 200 pontos de empréstimo, sem contar os que foram abertos e fecharam. O restante ficou para os próximos meses. E a zona norte não terá nenhum deles.

“Como o objetivo é o compartilhamento, os pontos não podem ser muito distantes entre si. O projeto precisa crescer de forma controlada”, explicou, em nota, a Serttel, empresa que opera o Bike Sampa.

A sãopaulo testou o serviço para verificar os problemas que os usuários ainda enfrentam ao utilizá-lo. Erros no aplicativo e dificuldade para devolver a bike estão entre as complicações.

“São problemas decorrentes da saturação do sistema, ou seja, mostram o quanto ele é usado e é necessário”, diz o urbanista Ricardo Corrêa, especialista em mobilidade.

Para Corrêa, o bom funcionamento do sistema é essencial para incentivar a adoção da bicicleta como meio de transporte. “Com a expansão das ciclovias, é importante que o [sistema de] empréstimo cresça junto”, diz.

1. APLICATIVO
Erros no aplicativo são o problema que mais atrapalha. É comum o sistema indicar que há vagas em uma estação, o ciclista ir até o local e encontrá-lo cheio. Muitas vezes o app não indica que uma estação está off-line (desconectada). A Serttel diz que oscilações no serviço de internet das estações pode afetar a atualização do status

2. COMUNICAÇÃO
Quem tenta usar o Bilhete Único para emprestar a bike nem sempre consegue. O tipo de retirada, que começou em 2014, nunca funcionou direito. A empresa disse que o uso do bilhete cresce 60% ao mês e que reforçará a vistoria dos equipamentos

3. DEVOLUÇÃO
Como a cidade tem fluxos casa-trabalho em certas direções, há estações totalmente cheias ou vazias em determinados horários. Devolver uma bike em Santa Cecília de manhã, por exemplo, é difícil. A Serttel diz que monitora a movimentação das bicicletas em tempo real e que usa furgões e reboques para redistribuir as bicicletas

4. ATENDIMENTO
O telefone mostrado em muitas estações está errado: o número mudou, mas os totens não foram atualizados. E, quando há problemas, muitas vezes o serviço não ajuda. No teste da reportagem, que encontrou a estação final cheia, a atendente orientou devolver a bike no ponto de retirada. A empresa prometeu atualizar os totens e disse que a orientação da atendente foi correta

5. CONEXÃO
Como as estações funcionam com a luz do sol, muitas vezes elas ficam sem energia quando o tempo está nublado. Retirar bicicletas em dias cinzas é uma loteria: às vezes funciona, às vezes não. O Bike Sampa diz que a chuva pode atrapalhar o sinal das estações, que usam modens 3G e energia solar. Para contornar a situação, cada totem tem dois modens de operadoras diferentes

6. MANUTENÇÃO
Encontrar apenas bikes tortas, com pneus furados e guidão ou freio quebrados é outro empecilho. A empresa afirma que os danos são consequência do elevado número de empréstimos e que sua equipe de reparos trabalha diariamente

7. REGIÃO
Embora a prefeitura tenha prometido levar o sistema para todas as regiões da cidade, a zona norte ficou de fora: o mapa das estações que ainda serão entregues não inclui o outro lado do rio Tietê devido a “questões da rede entre as estações”, segundo a Serttel

Fonte: Folha de São Paulo

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